Descubra estas magnifícas Rotas. Valorize o património material e imaterial do Douro.

Nos anfiteatros grandiosos do vale do Douro, classificados Património Mundial, o homem fez nascer o vinho do Porto e vinhos de mesa de grande qualidade.

vinho do Porto é o mais antigo embaixador de Portugal. Cultivado nos socalcos do Douro, tem a honra de pertencer a uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo, desde que em 1756 foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. A sua missão era delimitar a região, registar as vinhas e classificar os vinhos de acordo com a sua qualidade.

Não deixe de…

  • participar nas vindimas, entre setembro e outubro, na maioria das quintas do Douro, especialmente nas vocacionadas para o enoturismo
  • participar em provas nas quintas produtoras de vinho
  • visitar as Caves de Gaia, onde o vinho do Porto envelhece
  • visitar as aldeias vinhateiras de Barcos, Favaios, Provesende, Ucanha, Salzedas e Trevões

 

Aqui nascem também os vinhos de mesa do Douro, que nas últimas décadas têm adquirido grande notoriedade e projeção além-fronteiras graças à sua qualidade, tanto nos tintos como nos brancos e até nos rosés.

Inseparável do rio Douro que a percorre em vales profundos desde a fronteira com Espanha até perto do Porto, esta região de montanhas de xisto, com solos pobres e agrestes, foi transformada por ação do homem que plantou a vinha degrau a degrau. Verde no verão, cor de fogo no outono, a vinha deu lugar a uma paisagem única classificada pela Unesco.

Deixemo-nos pois encantar com a paisagem do Douro: os vales, a fita azul do rio serpenteando ao fundo, as vinhas em socalcos, o ar puro… Embora hoje já não se vejam os barcos rabelos transportarem o vinho rio abaixo, ele continua a descer o rio até ao Porto, onde envelhece nas vizinhas Caves de Gaia, e por isso herdou do local de partida para o resto do mundo o nome com que ficou famoso.

A região produtora está dividida em três áreas. A oeste, no Baixo Corgo, fica a capital do vinho do Porto, a cidade do Peso da Régua, onde devemos fazer uma visita ao Museu do Douro e ao Solar do Vinho do Porto, para provar e aprender mais sobre este néctar. O Pinhão já fica na sub-região do Cima Corgo, que concentra os mais afamados vinhos do Porto. Perto do Peso da Régua, fica o miradouro de São Leonardo de Galafura. Mas não menos empolgante é a paisagem que se pode admirar do miradouro de São Salvador do Mundo, já na margem sul e na sub-região do Douro Superior, junto a São João da Pesqueira.

A Rota do Vinho do Porto tem ainda a particularidade de se poder fazer de carro, comboio ou barco, uma vez que o rio é navegável do Porto a Barca de Alva, na fronteira com Espanha. Em jeito de passeio, podemos embarcar no cais de Gaia e seguir até à Régua, a mais importante estação ferroviária do percurso, onde se pode apanhar o antigo comboio a vapor e fazer uma viagem histórica. No Pinhão é forçoso conhecer os azulejos da estação, relacionados com a atividade vinícola, atravessar a ponte e percorrer as estradas ondulantes que bordejam o rio do lado sul.

E não podemos deixar de aproveitar para visitar algumas das muitas quintas produtoras de vinho do Douro e do Porto, algumas preparadas para o enoturismo. Onde haveria afinal melhor lugar para provar um cálice de Porto ou saborear um bom vinho do Douro à refeição? É que quase trezentos anos depois de o Marquês de Pombal decretar a demarcação desta zona vinhateira, para além do Porto também os vinhos do Douro sobem ao primeiro lugar em concursos internacionais. E sabem ainda melhor na terra que os produz.

A cidade do Porto, de onde se exportam os vinhos do Douro e do Porto, é Património Mundial e a mais comum porta de entrada para esta rota e vale do Douro.

Na margem norte do rio e com ligação direta à Régua, também a cidade de Vila Real merece uma visita, assim como o Palácio de Mateus, que fica nas imediações. A visitar ainda Lamego, também com ligação à Régua, mas já na margem sul. Fica aos pés do concorrido santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Também a sul, fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma enorme galeria de arte rupestre ao ar livre, classificada Património Mundial.

A cidade do Porto, de onde se exportam os vinhos do Douro e do Porto, é Património Mundial e a mais comum porta de entrada para esta rota e vale do Douro.

 

Ribeira do Porto

Na margem norte do rio e com ligação direta à Régua, também a cidade de Vila Real merece uma visita, assim como o Palácio de Mateus, que fica nas imediações. A visitar ainda Lamego, também com ligação à Régua, mas já na margem sul. Fica aos pés do concorrido santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Também a sul, fica o Parque Arqueológico de Foz Coa, uma enorme galeria de arte rupestre ao ar livre, classificada Património Mundial.

Wines of Portugalwww.winesofportugal.info/ (inclui listas das unidades de enoturismo e respetivos contactos)

Instituto dos Vinhos do Douro e Porto:  www.ivdp.pt/

Caves Vinho do Porto: www.cavesvinhodoporto.com/

Guias Técnicos de Enoturismoguiastecnicos.turismodeportugal.pt/pt/enoturismo

Comboio histórico do Douro: www.cp.pt/cp/

O Porto faz parte da Rede de Capitais de Grandes Vinhedos – Great Wine Capitals: greatwinecapitals.com/capitals/porto/introduction

As visitas, provas de vinho e alojamento ou refeições nas quintas do Douro devem ser marcadas antecipadamente junto de cada unidade de enoturismo ou na Rota do Vinho do Porto: reservas@rvp.pt ou geral@rvp.pt

Mais informações:

visitportoandnorth.travel/

www.visitporto.travel

A estrada N222 faz um percurso paralelo ao rio pelo lado sul.

Comboio: www.cp.pt

Autocarros – Rede Expressos http: //www.rede-expressos.pt

Aeroporto: Aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto)


A impressionante beleza da região do Minho serve de cenário à Rota dos Vinhos Verdes. Percorrer esses caminhos é descobrir as origens e sabores da milenar cultura vinícola e mergulhar a fundo na História de Portugal.

Rota dos Vinhos Verdes

Quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística, uniram-se para oferecer múltiplas atividades e itinerários, proporcionando experiências únicas e memoráveis na Rota dos Vinhos Verdes, num destino de vinho por excelência.

Ao longo de 49 concelhos, que abrangem todo o noroeste de Portugal, é possível desfrutar de praias e montanhas, vales e rios, e de uma paisagem única onde o verde, que dá nome ao vinho, é a cor dominante.

Parta à descoberta da Rota dos Vinhos Verdes e deixe-se apaixonar por um vinho único!

 

 

 

 

O Vinho Verde é único no mundo.

A frescura vibrante, a elegância e leveza, a expressão aromática e gustativa, com destaque para as suas notas frutadas e florais, são as características que definem e diferenciam o Vinho Verde.

Exclusivamente produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, é produzido somente a partir das castas autóctones da região, preservando a sua tipicidade de aromas e sabores tão diferenciadores a nível mundial.

Desde o Vinho Verde produzido a partir da criteriosa junção de várias castas seleccionadas, ao Vinho Verde varietal, produzido a partir de uma única casta, a oferta da Região é diversificada. Juntam-se ainda as grandes aguardentes e os espumantes de Vinho Verde.

Os Vinhos Verdes brancos apresentam cor citrina ou palha, aromas ricos, frutados e florais, dependendo das castas que lhes dão origem. Na boca são harmoniosos, intensos e evidenciam uma grande frescura.

Os Vinhos Verdes rosados revelam uma cor levemente rosada ou carregada, aromas jovens, frescos, lembrando frutos vermelhos. O sabor é harmonioso, fresco e persistente.

Os Vinhos Verdes tintos apresentam cor vermelha intensa e, por vezes, espuma rosada ou vermelha viva, aroma vinoso, com destaque para os frutos silvestres. Na boca são frescos e intensos, muito gastronómicos.

O Espumante de Vinho Verde mantém o perfil de prova do Vinho Verde, sendo reforçadas as características de frescura aromática, associada a uma maior complexidade gustativa. A preferência de consumo dita a escolha, desde um Espumante Bruto Natural ao Espumante Doce, em função da concentração de açúcar residual, ou entre um Reserva ao Grande Reserva, mediante o tempo de estágio em garrafa.

A Aguardente Bagaceira de Vinhos Verde apresenta um aroma e sabor muito acentuados, provenientes dos óleos essenciais existentes nas películas e graínhas das uvas, que são tanto mais evidentes quanto maior for a quantidade de princípios aromáticos. As aguardentes bagaceiras, sem estágio em casco, são as mais tradicionais da Região. Não apresentando coloração, a sua principal distinção encontra-se nos aromas intensos e expressivos a bagaço, fazendo lembrar, por vezes, fruta cristalizada.

A Aguardente Bagaceira Velha conta em média com pelo menos 1 ano de envelhecimento em casco e a Aguardente Bagaceira Velhíssima com pelo menos 2 anos. Estas apresentam uma cor que vai desde o amarelado ao topázio, aromas e sabores intensos e finos a madeira.

A Aguardente Vínica de Vinho Verde, fruto da destilação dos vinhos, é envelhecida em casco. As características aromáticas e gustativas resultantes deste estágio melhoram não só a cor, do amarelado ao topázio, mas também o aroma e o sabor, ficando mais complexas e suaves. Encontram-se Aguardentes Vínicas com várias categorias de envelhecimento:

– Velha Reserva: pelo menos 2 anos de envelhecimento em casco

– Velhíssima: pelo menos 3 anos de envelhecimento em casco

– VSOP (Very Superior Old Pale): pelo menos 4 anos de envelhecimento em casco

– XO (Extra Old): pelo menos 6 anos de envelhecimento em casco

Reza a história que terão sido os Vinhos Verdes

os primeiros vinhos portugueses exportados para os mercados europeus. Nos séculos XVI e XVII, os vinhos do Vale do Minho e do Vale do Lima eram regularmente transportados para o Norte da Europa nos mesmos barcos que traziam o bacalhau e produtos manufacturados para sul.

Já no tempo da monarquia, mais precisamente durante o reinado de D. Carlos, em 1908, reconheceu-se oficialmente a qualidade e genuinidade da região vitivinícola dos Vinhos Verdes, através da atribuição da demarcação da respectiva área geográfica de produção.

Hoje a Região dos Vinhos Verdes, ocupando o Noroeste de Portugal, é uma das maiores e mais antigas regiões vitivinícolas do mundo. Movimenta milhares de produtores, numa actividade económica geradora de riqueza e postos de trabalho, contribuindo solidamente para o desenvolvimento do Minho e do país. Aqui se produzem os vinhos com denominação de origem Vinho Verde que se afirmam e valorizam como únicos no mundo.

A origem da marca Vinho Verde remete para as características naturais da região que o produz, densamente verdejante, mas também para o próprio perfil do vinho que pela sua frescura e leveza se diz verde em alusão à sua juventude e por oposição a outros vinhos mais complexos e pesados.

Recorrentemente premiado em concursos nacionais e internacionais, o Vinho Verde de hoje não é certamente o mesmo de há uma década, em resultado do investimento da Região dos Vinhos Verdes em novas vinhas, novos sistemas de condução da vinha, uma nova geração de enólogos e a profissionalização de toda a actividade. Ano após ano, os produtores da Região dos Vinhos Verdes surpreendem os mercados com vinhos mais inovadores e de qualidade superior. Frescos e exuberantes, os vinhos são equilibrados e alguns, como o Vinho Verde Alvarinho, mostram um notável potencial de envelhecimento.

Originariamente demarcada a 18 de Setembro de 1908

a Região Demarcada dos Vinhos Verdes estende-se por todo o noroeste de Portugal, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Tem como limites a Norte o rio Minho, que estabelece parte da fronteira com a Espanha, a Sul o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro, a Este as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e a Oeste o Oceano Atlântico. Em termos de área geográfica é a maior Região Demarcada Portuguesa, e uma das maiores da Europa.

As condições naturais desta Região são as ideais para a produção de excelentes vinhos brancos, assim como espumantes e aguardentes. Os espumantes de Vinho Verde têm revelado uma qualidade surpreendente, ao que não será alheio o fato da Região produzir grandes vinhos que, pela sua frescura natural e baixo teor alcoólico, mostram enorme potencial para produção de bons espumantes. Já o teor em acidez natural dos bagaços e vinhos da Região, bem como as suas características organolépticas, mostram condições técnicas excelentes para a produção de grandes aguardentes bagaceiras, a partir da destilação dos bagaços, e de excelentes aguardentes de vinho, fruto da destilação dos vinhos.

Orograficamente, a região apresenta-se como “um vasto anfiteatro que, da orla marítima, se eleva gradualmente para o interior” (Amorim Girão), expondo toda a área à influência do oceano Atlântico, fenómeno reforçado pela orientação dos vales dos principais rios, que correndo de nascente para poente facilitam a penetração dos ventos marítimos. Esta influência atlântica, os solos na sua maioria de origem granítica, o clima ameno e elevada precipitação, traduzem-se na frescura, leveza e elegância dos vinhos desta região.

Porém variações na tipologia de solos e microclimas justificam a repartição da região em nove sub-regiões, com diferentes castas recomendadas à produção de vinhos, espumantes e aguardentes.

Sub-região de Amarante:

Integra os concelhos de Amarante e Marco de Canaveses.

Localizada no interior da Região, a sub-região de Amarante encontra-se protegida da influência do Atlântico e a uma altitude média elevada, pelo que as amplitudes térmicas são superiores à média da Região e o Verão mais quente. Estas condições favorecem o desenvolvimento de algumas castas de maturação mais tardia: Azal e Avesso (brancas), Amaral e Espadeiro (tintas). O solo é granítico, tal como na maior parte da Região. Os vinhos brancos apresentam habitualmente aromas frutados e um título alcoométrico superior à média da Região. Mas é dos tintos que vem a fama da sub-região de Amarante, uma vez que as condições edafo-climáticas referidas favorecem uma boa maturação das uvas, sobretudo da casta Vinhão, o que permite obter vinhos com cor carregada e muito viva, apreciada pelo consumidor regional.

Sub-região do Ave:

Integra os concelhos de Vila Nova de Famalicão, Fafe, Guimarães, Santo Tirso, Trofa, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e o concelho de Vizela, com excepção das freguesias de Vizela (Santo Adrião) e Barrosas (Santa Eulália).

Na sub-região do Ave, a vinha está implantada um pouco por toda a bacia hidrográfica do rio Ave, numa zona de relevo bastante irregular e baixa altitude, pelo que fica mais exposta a ventos marítimos. Assim, o clima caracteriza-se por baixas amplitudes térmicas e índices médios de precipitação. Neste contexto, esta sub-região é sobretudo uma zona de produção de vinhos brancos, com uma frescura viva e notas florais e de fruta citrina. Por toda a sub-região encontram-se as castas Arinto e Loureiro, adequadas a este tipo de clima ameno, devido a maturação média, nem precoce nem tardia. Há ainda a considerar a casta Trajadura que, por amadurecer precocemente, é mais macia, completando na perfeição um lote de vinho com Arinto e Loureiro.

Sub-região de Baião:

Integra os concelhos de Baião, Resende (excepto a freguesia de Barrô) e Cinfães (excepto as freguesias de Travanca e Souselo).

A sub-região de Baião encontra-se na Região dos Vinhos Verdes, no seu limite com a Região Demarcada do Douro. Localiza-se no interior da Região a uma altitude intermédia, condições que criam um clima menos temperado, com Invernos mais frios e menos chuvosos, e meses de Verão mais quentes e secos. Estas características permitem o amadurecimento correto das castas de maturação mais tardia, por exemplo o Azal e o Avesso (brancas) e o Amaral (tintas), com maiores exigências de calor no final do ciclo. Esta sub-região tem-se afirmado na produção de vinhos brancos de grande notoriedade a partir da casta Avesso, juntando aroma intenso e frutado a uma acidez viva.

Sub-região de Basto:

Integra os concelhos de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena.

A sub-região de Basto é a mais interior da Região, encontrando-se a uma altitude média elevada, estando por isso resguardada dos ventos marítimos. O clima é mais agreste, Inverno frio e muito chuvoso e o Verão bastante quente e seco, favorecendo castas de maturação tardia como é o Azal (branca), o Espadeiro e o Rabo-de-Anho (tintas). É nesta zona que a casta Azal atinge o seu máximo potencial e permite obter vinhos muito particulares, com aroma a limão e maçã verde, muito frescos. Existe ainda uma considerável produção de Vinhos Verdes tintos que apresentam muita vinosidade e uma boca cheia e fresca.

Sub-região do Cávado:

Integra os concelhos de Esposende, Barcelos, Braga, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro.

Na sub-região do Cávado a vinha está localizada um pouco por toda a bacia hidrográfica do rio que lhe deu o nome, bastante exposta aos ventos marítimos, numa zona de relevo irregular e a uma baixa altitude. Estes fatores implicam um clima ameno, sem grandes amplitudes térmicas e com uma pluviosidade média anual intermédia. Nesta sub-região além dos solos graníticos, existe uma faixa de solos de origem xistosa, não sendo no entanto a sua abrangência significativa. Este clima é adequado à produção de vinhos brancos, sobretudo das castas Arinto, Loureiro e Trajadura, que se adaptam na perfeição a estas condições. São vinhos com uma acidez moderada e notas de frutos citrinos e pomóideas (maçã madura e pêras). Os vinhos tintos produzidos no vale do Cávado são na sua maioria lotes de Vinhão e Borraçal, apresentam uma cor intensa vermelho granada e revelam aromas a frutos frescos. Na boca evidenciam toda a frescura climática da sub-região onde são produzidos.

Sub-região do Lima:

Integra os concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

Em termos de amplitudes térmicas a sub-região do Lima está numa posição intermédia relativamente às restantes sub-regiões. No entanto, é onde a precipitação atinge valores mais altos. A altitude a que a vinha se encontra plantada é variável e aumenta do litoral para o interior, onde o relevo também é mais irregular, originando alguns microclimas no interior do vale do Lima, existindo por vezes referências a baixo Lima e alto Lima. Tal como na sub-região do Cávado, além dos solos graníticos, existe uma faixa de solos de origem xistosa, não sendo no entanto a sua abrangência significativa. Os vinhos brancos mais afamados desta sub-região são produzidos a partir da casta Loureiro. Os aromas são finos e elegantes e vão desde o citrino (limão) até ao floral (rosa). As castas Arinto e Trajadura encontram-se também bem disseminadas neste local, pois adaptam-se bem a climas amenos influenciados pelos ventos marítimos. Os vinhos tintos são produzidos principalmente a partir da casta Vinhão e Borraçal. Habitualmente é nas zonas mais interiores desta sub-região que os vinhos tintos apresentam um melhor potencial, devido às condições climáticas que condicionam a maturação.

Sub-região de Monção e Melgaço:

Integra os concelhos de Monção e Melgaço.

A sub-região de Monção e Melgaço possui um microclima muito particular, sendo exclusiva nas castas Alvarinho (branca) e Pedral (tinta) e divide com a sub-região de Baião a recomendação para o Alvarelhão (tinta), três castas de maturação precoce. Nesta sub-região os solos são de origem granítica, existindo em alguns locais faixas com calhau rolado. Este microclima caracteriza-se por Invernos frios com precipitação intermédia, ao passo que os Verões são bastante quentes e secos, o que denota uma influência atlântica limitada. A sub-região desenvolveu-se à volta da margem sul do rio Minho numa zona de meia encosta. Os vinhos extremes da casta Alvarinho são o ex-libris da sub-região de Monção e Melgaço.

Sub-região de Paiva:

Integra o concelho de Castelo de Paiva, e, no concelho de Cinfães, as freguesias de Travanca e Souselo.

A sub-região do Paiva está, a par com a do Lima, numa posição intermédia relativamente às amplitudes térmicas e temperaturas altas de Verão que se verificam na Região. Pelo contrário, já não está no grupo das sub-regiões com maiores índices de precipitação, uma vez que não está tão exposta à influência no mar, está mais no interior e a uma altitude superior. Será por esta razão que as castas tintas Amaral e, sobretudo, Vinhão, atingem estados ótimos de maturação e produzem alguns dos Vinhos Verdes tintos mais prestigiados de toda a Região. Relativamente aos vinhos brancos, são obtidos a partir das castas Arinto, Loureiro e Trajadura, adaptadas a climas temperados e, por isso, comuns a quase toda a Região dos Vinhos Verdes, mas aqui com uma aliada que é o Avesso, casta mais característica das sub-regiões interiores.

Sub-região do Sousa:

Integra os concelhos de Paços de Ferreira, Paredes, Lousada, Felgueiras, Penafiel e, no concelho de Vizela, as freguesias de Vizela (Santo Adrião) e Barrosas (Santa Eulália).

Tal como nas sub-regiões do Ave e do Cávado, o clima é ameno, as amplitudes térmicas são baixas, assim como o número de dias de forte calor durante o Verão. Relativamente à pluviosidade, também se caracteriza por estar abaixo da média. Esta pode ser considerada uma sub-região de transição, uma vez que não está diretamente exposta à influência atlântica, no entanto, esta influência faz-se sentir devido ao relevo pouco acentuado. Trata-se de uma zona interior mas sem Invernos fortes e Verões muito quentes. As castas principais são as típicas dos locais mais amenos, Arinto, Loureiro e Trajadura, às quais se juntam o Azal e Avesso que têm uma maturação mais exigente. Relativamente aos Vinhos Verdes tintos vinificam-se as castas Borraçal e Vinhão, disseminadas por toda a Região, e ainda o Amaral e o Espadeiro. Este último muito utilizado para a produção de vinhos rosados.

A impressionante beleza da região do Minho serve de cenário à Rota dos Vinhos Verdes. Percorrer esses caminhos é descobrir as origens e sabores da milenar cultura vinícola e mergulhar a fundo na História de Portugal.

Quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística, uniram-se para oferecer múltiplas atividades e itinerários, proporcionando experiências únicas e memoráveis na Rota dos Vinhos Verdes, num destino de vinho por excelência.

Ao longo de 49 concelhos, que abrangem todo o noroeste de Portugal, é possível desfrutar de praias e montanhas, vales e rios, e de uma paisagem única onde o verde, que dá nome ao vinho, é a cor dominante.

Cidades Património da Humanidade e um valioso conjunto de monumentos de várias épocas, salpicam a região e são, por si só, um motivo para a visitar. A tradição e a modernidade na cultura e produção do Vinho Verde aliam-se para proporcionar momentos de prazer em quintas modernas, seculares ou familiares, onde a hospitalidade das gentes não deixará de seduzir os visitantes.

Parta à descoberta da Rota dos Vinhos Verdes e deixe-se apaixonar por um vinho único!

Rotas Temáticas

Rota do Românico É ao longo da segunda metade do século XI e do início do século XII que uma série de transformações irá propiciar o aparecimento e a expansão do estilo românico. Uma maior estabilidade política é então acompanhada de um lento mas significativo crescimento demográfico.

A Rota da Água e da Pedra® (RAP) é uma rota que se diferencia por valorizar elementos do património natural e cultural ligados à água e à pedra. Cascatas, rios, gravuras pré-históricas, turfeiras, antigas minas, dolmens, fragas, fósseis, fenómenos geológicos, vales e livrarias quartzíticas são alguns dos motivos para descobrir num território de paisagens deslumbrantes, com vales e serras talhados por milhões de anos de erosão. Homem e natureza operaram em harmonia por estas paragens, com as aldeias, socalcos e levadas a moldarem a paisagem, transformando esta região numa das mais belas de Portugal, com uma biodiversidade excecional refletida na extensa área de rede natura que aqui foi designada pela Europa.

Rota da Água

A descoberta das Montanhas Mágicas® é feita através de uma espécie de linha de metro, com paragens constituídas por locais a visitar, na imensidão das serranias compreendidas entre o Douro e o Vouga. As linhas são os elementos naturais que aqui imperam, alternando entre rios e serras. De sul para norte, as linhas do Vouga (V), Arestal (T), Arada (A), Freita (F), Caima (C), Paiva (P), Montemuro (M), Bestança (B) e Douro (D) sucedem-se, constituindo na totalidade 114 pontos de visitação obrigatória, alguns mesmo à beira da estrada, outros de acesso um pouco mais complicado, mas todos a merecerem uma visita aturada.